Olá, queridos alunos. Como estão?
Começaremos agora a estudar a colonização da América pelos Espanhóis.Bons estudos.
Um abraço!
Prof. Jonas
Colonização Espanhola na América:
Após a conquista dos Impérios Asteca e Inca, os espanhóis partiram em busca das riquezas da nova terra. Para isto foi necessário a criação de uma organização administrativa afim de viabilizar a exploração econômica. Além disso, havia a preocupação em converter as populações indígenas ao catolicismo.
Para
alcançar os objetivos firmados, a América Espanhola foi dividida em
vice-reinados, regiões administrativas governadas por um nobre espanhol, o
vice-rei. No Novo Continente eles representavam o rei, sendo, portanto, as mais
altas autoridades coloniais. Aos vice-reis cabia cuidar de assuntos
administrativos, militares e religiosos. Assuntos como comércio, polícia e
propriedade pública eram de responsabilidade do cabildo, uma espécie de
conselho municipal.
A Sociedade Colonial na América
Espanhola:
A sociedade colonial era formada por
cinco grupos distintos;
Chapetones: espanhóis que estavam no topo da
pirâmide social. A eles cabia ocupar os postos mais elevados na Igreja e no
exército, além de serem proprietários de grandes negócios.
Criollos: descendentes de espanhóis
nascidos na América. A maioria era possuidora de terras e fazia parte do
cabildo. Era comum que filhos de criollos fossem estudar na Espanha para
carreiras como medicina e advocacia.
Mestiços: filhos de espanhóis com índias.
Normalmente, dedicavam-se ao comércio ou ao serviço no campo, atuando como
vaqueiros ou administradores de propriedades.
Indígenas: geralmente iletrados, não
possuíam propriedades e trabalhavam na agricultura, nas minas e em obras
públicas.
Escravos: pouco expressivos, alcançando
grande número apenas no Vice-Reinado de Nova Granada e nas ilhas do Caribe.
Para
sustentar esta sociedade desigual era utilizado o critério da pureza de sangue
combinada com o local de nascimento. Os postos mais altos da administração
colonial poderiam ser ocupados exclusivamente por chapetones. Um criollo,
apesar de filho de espanhol, estava em desvantagem pelo fato de ter nascido na
América. Os mestiços, existentes em grande número devido a falta de mulheres
espanholas na América, também tinham muita dificuldade de ascender
socialmente.Atividades econômicas na América Espanhola:
A
primeira atividade econômica amplamente empreendida na América Espanhola foi a
exploração de metais preciosos. A descoberta de grandes minas no México e no
Peru estimulou a cobiça dos europeus, levando a mineração a se tornar a grande
atividade dos primeiros anos de colonização. Com
a chegada dos colonizadores, a área destinada à produção agrícola aumentou significativamente.
Aproveitando o conhecimento do solo e das técnicas agrícolas, milho, cacau e
batata eram cultivados para abastecer o mercado interno. A pecuária também era
atividade de grande importância, evidenciada na criação de lhamas e alpacas
para o fornecimento de lã, carne e leite. Equinos e bovinos, por sua vez, eram
destinados à alimentação, ao transporte e à tração.
O Trabalho Indígena:
As principais formas de
exploração do trabalho indígena foram a mita e encomienda:
Mita: sistema de exploração de trabalho
com origem no Império Inca e adaptada pelos espanhóis. Consistia em encarregar
os chefes indígenas de selecionar os homens que deveriam ser encaminhados ao
trabalho, especialmente nas minas, onde permaneciam por cerca de quatro meses.
Os índios recrutados, chamados mytaios, recebiam um pagamento e muito raramente
podiam se ausentar do trabalho.
Encomienda: consistia em autorizar os colonos
a explorarem a o trabalho indígena na agricultura ou no trabalho nas minas.
Através de um contrato, o encomendero tinha direito de cobrar impostos do
índios, a serem pagos em espécie ou em trabalho. Por outro lado, o encomendero
ficava obrigado a promover a catequização dos índios que prestavam serviços a ele.
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